Eu sou branco, você é vermelha
Quando estamos juntos somos rosa
Antes de conhecer você, até que eu vivia bem sozinho.
Comia o que queria, na hora que eu bem entendia. Era libertade, independência e auto suficiência. Quando vi você, fiquei feliz e vermelho de paixão. Nem percebi que eu não era mais branco.
Foi então que o vermelho ameaçou me sufocar. Comecei a me irritar e brigar com você.
No fundo porque você era vermelha,
E não branca, como eu queria. por vezes, percebi-me querendo mudar sua cor.
Você soube permanecer vermelha, Não se tornou branca, Branca nada acrescenta ao branco.
E assim, entre nós, foi-se formando a rosa. Mas tive receio de perder minha personalidade. Temi perder minha individualidade.
Descobri: branco transforma-se em rosa, Não é perder-se desestruturar-se e desaparecer…
É crescer complentar-se com a vermelha. Meu temor à rosa deu lugar ao prazer da convivência, do relacionamento do amor e ser amado. Dá mais trabalho porque nada pode e deve ser só branco, Mas tudo pode ser mais gostoso e rico co a vermelha Com ela vive-se o prazer a cor, o amor.
Ser rosa e carregar dentro de si avermelha.
É ter sua presença pela saudade, na solidão. É destacá-la no meio da multidão.
Pode ser bom um lanche branco, Mas nada supera um singelo jantar rosa.
Içami Tiba
Fotos de flores http://www.flickr.com/photos/martafelipe/sets/72157601286987724/





