Pérolas morrem

perolas
Minhas pérolas com mais de vinte e cinco anos morreram.
Quero outras, urgente!!!
🙂
Segundo Rubem Alves:Ostra Feliz Não Faz Pérola.

Dizem os hindus em sua lenda que as pérolas são “lágrimas
congeladas”, nascida do contato das nuvens com as águas. Dois mil e quinhentos
anos ªC., as pérolas serviam na China para pagar os impostos. Pentes de concha
e ouro incrustados de pérolas eram usados por senhoras elegantes naquele então.

A pérola era muito apreciada pelos povos antigos e aparece freqüentemente
mencionada em seus manuscritos. Os gregos consagraram-se à deusa do
amor: diziam eles que dela emanavam forças mágicas (vivificantes e
protecionistas). A galeria do museu do Louvre conserva um fragmento de
adorno em pérolas que pertenceu a uma princesa persa do século VI a.C..

Entre o diamante e a esmeralda soberana, Plínio atribuía a esta rainha dos mares,
um lugar de honra.

Dubois dizia que a “pérola mais bela não passa do sarcófago de um verme”.
Tanto Dubois quanto outros estudiosos do assunto admitiram ser a pérola
o resultado de uma reação do molusco a uma irritação provocada pela
intromissão de pequeno parasita nos seus tecidos, parasita este que, para
o autor, seria a larva de trematódeo (classe de parasitas munidos de
ventosas). Atualmente, são conhecidos outros irritantes orgânicos (ovos
de peixe, etc.), bem como inorgânicos (grãos de areia).

A popularidade das pérolas como adorno despertou o interesse pelos falsários.
Já no século XVIII, o francês Jonquin, fabricante de rosários, residente nos
arredores de Paris, produziu algumas pérolas falsas. Jonquin observou que
na água em que pequenos peixes eram lavados, ficava uma substância
intensamente brilhante que, reunida e aplicada superficialmente a pequenas
contas, produzia boa imitação de pérolas.

O cientista sueco Linneus, no século XVIII, divulgou o segredo da obtenção de
pérolas, mediante a introdução de um pequeno fragmento de calcário entre as
partes moles dos lamelibrânquios (categoria de moluscos que compreendem os
que se abrigam em concha bivalve).

Chineses também tinham idéia do mecanismo de formação de pérolas em
lamelibrânquios de água doce. Eles introduziam pequenas imagens de Buda
entre o manto e a parede da concha para que as mesmas fossem cobertas
por uma fina camada de madrepérola.

Kokichi Mikimoto, em 1890, decidiu dedicar todo o seu tempo ao cultivo das pérolas.
Mudou-se para a ilha de Takajima e colocou todo o seu talento e força de vontade
a serviço de seu ideal.

Quatro anos depois do início dos experimentos, Mikimoto conseguiu produzir
meia pérola. Apesar de ser apenas meia pérola, Mikimoto não se sentiu
desanimado, pois sabia que estava no caminho certo e que em breve
produziria pérolas inteiras, muitas delas perfeitas, redondas e belas.
Finalmente, em 1913, veio o sucesso: conseguira produzir a pérola
redonda, perfeita e formosa, conforme sonhara.

Foi Alverdes (em 1913) quem, pela primeira vez, deu a explicação da
origem das pérolas virgens ou livres.

Pérolas morrem:
A “vida” de uma pérola não é ilimitada, como a de uma pedra preciosa: ela pode “morrer”
(perder o brilho) quando não é tratada com um certo cuidado.
A antiga lenda de que as pérolas morrem quando não usadas não corresponde à
verdade e sim, ao contrário, o uso excessivo, devido ao contato com os
cosméticos e transpiração, pode danifica-las. As pérolas de colares que
ficam em contato com a pele, com o passar do tempo, tomam forma de barril,
devido à dissolução da parte inorgânica (carbonato de cálcio) que se deixa
dissolver por ácidos fracos, tais como os das exsudações da pele. Os
cosméticos modernos, que penetram nas pérolas através de seus furos,
atingindo posteriormente as suas camadas concêntricas, devem ser evitados.
Eles podem ser os causadores do apodrecimento dos fios que unem as unidades
de um colar.Convém evitar o calor, ácidos e quaisquer substâncias duras que
possam arranha-las. Uma flanela limpa é o melhor meio de limpeza e é
recomendável mandar reenfiar um colar de pérolas, de uso normal, pelo menos
uma vez por ano. As pérolas são vivas e sabem retribuir o carinho que
recebem. Sem que haja uma explicação científica para isso, até os
especialistas afirmam: as pérolas precisam do calor da pele de uma mulher para se manterem belas e não morrerem.

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