Sexo

A última vez que você vai fazer amor?
Quanta animação hein.

Amor sem sexo É amizade. Sexo sem amor,  É vontade. :)
Amor sem sexo
É amizade.
Sexo sem amor,
É vontade.
🙂

O resultado do teste fez com que me lembrasse de uma terapeuta sexual Shirley Zussman, cem anos de vida – muita sábia falando de sexo.
Vale a pena ler.

O que uma terapeuta sexual de 100 anos pensa sobre o sexo de hoje?

A terapeuta sexual Shirley Zussman nasceu antes de muitas invenções e vivenciou a revolução sexual. Segundo ela, a pegação de hoje não é tão frenética como o sexo casual era nos anos sessenta, porque falta justamente o contexto da revolução sexual. Além disso, segundo ela, a longo prazo, o prazer sexual é

apenas uma parte do que os homens e as mulheres querem um do outro.

Aos 100 anos, a terapeuta sexual Shirley Zussman continua em atividade em Nova York. Depois dos anos 50, ela começou a aconselhar as pessoas sobre todas as coisas relacionadas ao sexo. Ela testemunhou tudo, desde a legalização da pílula anticoncepcional em 1960 (começou seu trabalho em terapia sexual pouco depois) a epidemia de AIDS em 1980 e até a ascensão do pornô na internet no novo milênio.

Shirley Zussman é uma das mais velhas terapeutas sexuais do mundo, mas essa pode ser a coisa menos extraordinária sobre sua vida e carreira. Nascida no início da Primeira Guerra Mundial, ela se formou na Smith College, em 1934, na mesma classe que Julia Child. Foi aluna e orientada durante sua dissertação de pós-graduação por Margaret Mead, e na década de 1960 aprendeu sobre terapia sexual com Masters e Johnson, que inspirou a série Masters of Sex. Seu marido, ginecologista, fez um dos primeiros abortos legais, em New York.

Shirley Zussman é história viva quando se fala da sexualidade humana.

E o que ela tem a falar sobre a contemporaneidade? Saiba o que ela pensa sobre sexo casual, celulares, e como nossa vida de trabalho estressante está mudando nossas atitudes em relação ao sexo.

Ser muito ocupado prejudica a vida sexual

Para Shirley Zussman, o uso do tempo é muito diferente em nossa sociedade de hoje. As pessoas estão ocupadas o tempo todo. “Não era assim quando eu era adolescente. Nessa fase do nosso desenvolvimento, queremos ver tudo, queremos saber tudo, queremos fazer tudo, e há também a nossa economia que requer uma quantidade imensa de tempo e esforço … Há um limite para o quanto de energia, de desejo e de tempo você pode dar a uma pessoa quando há toda essa pressão para ganhar mais dinheiro, para ser o alto executivo, para comprar uma casa de verão”, comenta Zussman.

Ela acrescenta que hoje “as pessoas querem mais e mais e mais. Desejar requer uma certa quantidade de energia”. E se esgotar é uma consequência… Para ela, o problema mais comum é a falta de vontade, falta de interesse. “Uma paciente já me disse: ‘Eu amo meu marido, eu amo fazer amor com ele, mas eu chego em casa do trabalho depois de ter estado com pessoas o dia todo, e aí eu só quero descansar”, diz Zussman.

Sobre sexo de uma maneira mais ampla

Em relação a esta questão, ela diz o seguinte:”Eu não acho que o estigma em torno da terapia sexual é como era nos primeiros anos. As pessoas tinham vergonha de ter que ir a um psiquiatra ou assistente social, porque isso significava que precisavam de ajuda. Muitas pessoas resistem a ideia de que alguém precisa dizer a eles como fazer sexo”.

A terapeuta sexual reconhece que houve mudanças na cultura como na vida sexual. Houve o desenvolvimento da pílula, em que as mulheres ficaram mais livres, deixando de se preocupar tanto em ficar grávidas. Todas as revistas e programas da TV falavam sobre sexo, as propagandas usavam o sexo para vender seus produtos. Houve, na realidade, uma imersão esmagadora sobre a ideia de obter mais prazer do sexo. Não era só sobre ter filhos.

Sobre o que ela aprendeu com Masters e Johnson

De acordo com Shirley Zussman, a maior aprendizagem com Masters e Johnson foi ter que aprender a ser bom parceiro. “Eles reconheciam que não era apenas fascinante e maravilhoso ser sexual, mas sim ser um bom parceiro … A maneira deles de se comunicar era uma de suas maiores contribuições, e que não era para falar muito sobre isso, mas para começar a tocar, acariciar e beijar, e não se apressar para a melhor parte. Não começa com o homem tendo uma ereção e então você tem relação sexual, 1,2,3 “.

Sobre o que ela acha da série Masters of Sex

“Eu fui para a festa de preview e conheci alguns dos seus atores. Fui apresentada a Michael Sheen, e ele sabia que eu tinha conhecido Masters e Johnson, então ele perguntou: ‘me diga, como você acha que eu estou representando ele?’. Eu respondi: ‘Eu acho que você está fazendo um bom trabalho, mas há uma grande diferença’. Ele perguntou, ‘o que é?’. Eu disse, ’você é bonito’”, comentou Zussman.

Sobre a experiência mais estranha nos 50 anos de terapia sexual

“Um dia uma pessoa me ligou e disse que precisava de ajuda. Ele disse: ‘eu sou um bad boy e estou procurando alguém para me dar umas palmadas’. Eu tive que deixar claro que isso não estava dentro do meu leque de conhecimentos”.

Sobre a diferença ente sexo casual nos anos 60 e ‘pegação’ hoje em dia

“Eu acho que há uma grande mudança na forma como nós vemos o sexo casual. Na década de 60 não era apenas casual, era frenético. Era algo que você esperava que acontecesse com você, você queria que acontecesse, era uma espécie de perseguição louca pelo prazer sexual. Mas eu acho que com o tempo as desvantagens desse tipo de comportamento começaram a se tornar aparentes. Houve uma quebra emocional – a intimidade não estava lá da maneira que as pessoas precisam e querem. Havia uma preocupação com doenças sexuais, e depois, eventualmente, a AIDS teve um grande impacto em acalmar aquela excitação”.

Para ela, o que era esperado de sexo casual – sexo frenético – era algo que não acontecia, porque, a longo prazo, “o prazer sexual é apenas uma parte do que os homens e as mulheres querem um do outro. Eles querem intimidade, querem proximidade, querem compreensão, querem diversão, e querem alguém que realmente se preocupa com eles, além de apenas ir para a cama com eles”.

Zussman comenta que “pegação inclui algum aspecto do tipo de sexo que nós estávamos falando, mas de uma forma muito modificada, e limitada. Não é tão frenético”.

Sobre a popularidade do sexo oral

“O sexo oral sempre foi uma parte da imagem. Eu acho que as pessoas primitivas aprenderam a como obter prazer do sexo oral, nós simplesmente não sabíamos sobre isso. O sexo oral nunca foi um tópico de conversa na geração de sua mãe ou na geração da minha mãe ou na minha geração no começo”.

Sobre pornografia da internet

“Não há nada de novo sobre pornografia. Ela esteve por aí desde os tempos pré-históricos… Eu acho que é uma coisa saudável as pessoas terem a capacidade e a liberdade de se permitirem imaginar. Eu tenho vários pacientes que se sentam na frente do computador e assistem pornografia online, e de alguma forma perdem o interesse de buscar um parceiro. Eu vejo muito isso em alguns homens solteiros que não fazem o esforço de sair para o mundo e enfrentar os problemas, enfrentar a possível rejeição – eles satisfazem suas necessidades sexuais sentando na frente do computador e se masturbando”.

Sobre viver até os 100 anos

“Nós sofremos uma lavagem cerebral para pensar que todos nós nos tornamos viciados em televisão sentados no sofá o dia inteiro quando ficamos velhos. Você tem que ter expectativas de si mesmo! Você pode fazer amigos de muitas maneiras diferentes, mas você tem que fazer o esforço. Você não pode dizer ‘oh, todos os meus amigos morreram’, ou ‘eles estão doentes’, ou ‘eles não querem fazer o que eu quero fazer’. Você tem que fazer um esforço para encontrar essas novas pessoas. Elas não vão vir correndo para a sua porta do jeito que pode ter acontecido quando você era adolescente”.

Sobre os males dos celulares

“Estou chocada com a falta de conexão entre as pessoas por causa de iPhones. Há muito menos conexão física real. Há menos do tocar, do falar, do segurar, do olhar. Pessoas obtêm prazer só de olhar uma para a outra. A partir de um sorriso, e de tocar. Precisamos tocar para nos sentirmos queridos e amados. Isso está faltando muito nesta geração. A falta de procura, a falta de tocar, a falta de sorrir. Eu não entendo. Eu não entendo como as pessoas não estão sentindo falta disso, e não parecem pensar que estão”.

Assista o documental em:

http://time.com/3144566/heres-what-a-100-year-old-sex-therapist-thinks-is-wrong-with-sex-today/

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2 comentários sobre “Sexo

  1. Parabéns pela postagem Acho que foi a melhor de todas que tenho lido nos blogs. Falando de um assunto sério que é o sexo e mostrando o ponto de vista de uma centenária que entende muito do assunto.
    Super beijo.
    Alex

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