A árvore dos poemas

poemadaarvore

Lembro-me impecavelmente o período que fotografei essa árvore em Lorena uma cidade graciosa. 

Era um dia triste, nove de junho. Apesar do sol e

céu azul, minha alma estava cinza.
Ao lado de minha mãe, irmãs e sobrinhas mencionei o poema de Quintana numa tentativa de fazer a alma florescer. 
Viver é florescer e morrer é o que?

Contarei depois.
Agora conheça o poema…

A árvore dos poemas

Quando a árvore dos poemas não dá poemas,
Seus galhos se contorcem todos como mãos de enterrados vivos,
Os galhos desnudos, ressecos, sem o perdão de Deus!
E, depois, meu Deus, essa lenta procissão de almas retirantes…

De vez em quando uma tomba, exausta à beira do caminho,
Porque ninguém lhe chega ao lábio o frescor de cântaro,
A doçura de fruto que poderia haver num poema.
Maldita a geração sem poetas que deixa as almas seguirem

Seguirem como animais em estúpida migração!
Quando a árvore dos poemas não dá poemas,
Qual será o destino das almas?

Mario Quintana

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