Cortina

cortinapoema

Era Inverno e nós tínhamos sede.
Talvez por causa do medo, essa forma
de sermos fiéis a nós

próprios.
Cambaleámos até ao fundo de Lisboa,
que nesse dia se estipulou ser uma casa
outrora propriedade de um judeu.
Pássaros esvoaçavam numa sala sem gente,
a janela ao fundo, em contraluz.
Escondemo-nos atrás de uma cortina,
espreitando pelo canto da janela
a memória do nosso passado comum.
Depois, estupidamente, discutimos
poesia.
Éramos cinco.
Decidimos
separar-nos em grupos de quatro.
Por qualquer razão fiquei sozinho.

Vítor Nogueira
in Bagagem de Mão, Lisboa.

O poeta é ótimo.

Para variar estou romântica!

¯\_(ツ)_/¯

Anúncios

Um comentário sobre “Cortina

  1. Pingback: Cortina — Marta Felipe | O LADO ESCURO DA LUA

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s