Ataque cibernético

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Mais de 150 países amanheceram nesta segunda-feira (15) avaliando os danos provocados pelo maior ataque de hacker já registrado na história e temendo novas invasões em sistemas e computadores.

De acordo com a Microsoft, o ciberataque da

última sexta-feira (12) fez “soar um alarme” para os riscos existentes e a vulnerabilidade das novas tecnologias. “O ataque vale como um alarme. Os governos não podem manter softwares que podem ser transformados em armas para hackers sem escrúpulos”, disse a companhia em seu blog. O vírus usado no ataque mundial, considerado um “ransomware”, bloqueia computadores e pede um “resgate” para que o usuário consiga acessá-lo novamente. O mecanismo teria sido roubado da agência norte-americana NSA e caído na mão de hackers.

O presidente russo, Vladimir Putin, fez umz dura crítica ao governo norte-americano e aos sistemas informáticos criados pelas agências. “A Microsoft disse claramente que o vírus nasceu nos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Isso significa que algo pode se voltar contra quem o criou”, disse Putin, em visita oficial a Pequim.

“O ataque deveria encorajar a comunidade internacional a debater o tema da cibersegurança em níveis políticos mais altos. No ano passado, Moscou propôs aos EUA um acordo bilateral sobre ameaças de hackers, mas, infelizmente, Washington recusou a nossa oferta”, alfinetou o líder russo.

O jornal britânico “The Times” publicou que o governo e o Ministério da Saúde já tinham sido informados há um ano sobre os riscos de um ataque cibernético em grande escala contra hospitais, um dos alvos da invasão mundial de sexta-feira.

Ao todo, 200 mil computadores foram infectados em 150 países. Os “resgates” pedidos pelos hackers giraram em torno de US$ 300 para cada equipamento. Especialistas chineses contabilizam que 30 mil entidades, de diversos setores, foram atingidos. No Brasil, servidores públicos e empresas de telecomunicações também foram violados, como o Tribunal de Justiça de São Paulo, o Ministério Público e o INSS.

O Japão, por sua vez, informou que servidores do colosso Hitachi e da Nissan apresentaram problemas com o ataque.

Apesar da Europol garantir que não há nenhum novo risco de contágio global, os temores não passam. “Não foram registradas novas infeções de ransomware e isso é positivo. Significa que, no fim de semana, com o alerta do ataque em escala global, as pessoas começaram a fazer as atualizações de segurança em seus equipamentos”, disse o porta-voz da Europol, Jan Op Gen Oorth. (ANSA)

Agência ANSA

 

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